"O CORAÇÃO ALEGRE É BOM REMÉDIO, MAS O ESPÍRITO ABATIDO FAZ SECAR OS OSSOS. Pv:17.22;

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL

O que é? O Acidente Vascular Cerebral é uma doença caracterizada pelo início agudo de um déficit neurológico (diminuição da função) que persiste por pelo menos 24h, refletindo envolvimento focal do sistema nervoso central como resultado de um distúrbio na circulação cerebral; começa abruptamente, sendo o déficit neurológico máximo no seu início podendo progredir ao longo do tempo. O termo Ataque Isquêmico Transitório (AIT) refere-se ao déficit neurológico transitório com duração de menos de 24h até total retorno à normalidade; quando o déficit dura além de 24h, com retorno ao normal é dito como um déficit Neurológico Isquêmico Reversível (DNIR). O AVC resulta da restrição de irrigação sanguínea ao cérebro, causando lesão celular e danos nas funções neurológicas. As causas mais comuns são os trombos, o embolismo e a hemorragia. Apresenta-se como a segunda causa de morte no mundo. O AVC é a principal causa de incapacidade neurológica dependente de cuidados de reabilitação e a sua incidência está relacionada com a idade. Irão ser focados aspectos relativos à patologia, tais como epidemiologia, causas de AVC, fatores de risco, fisiopatologia, tipos de AVC, manifestações clínicas e complicações.
Definição: A definição de AVC do Dicionário Médico é uma manifestação, muitas vezes súbita, de insuficiência vascular do cérebro de origem arterial: espasmo, isquemia, hemorragia, trombose (M,L,N). O AVC é um derrame resultante da falta ou restrição de irrigação sanguínea ao cérebro, que pode provocar lesão celular e alterações nas funções neurológicas. As manifestações clínicas subjacentes a esta condição incluem alterações das funções motora, sensitiva, mental, perceptiva, da linguagem, embora o quadro neurológico destas alterações possa variar muito em função do local da lesão (Sullivam).
Epidemiologia: O AVC é uma ameaça à qualidade de vida na velhice não só pela sua elevada incidência e mortalidade, mas também pela alta morbilidade que causa, implantando-se frequentemente em pessoas já com problemas físicos e ou mentais. Também afeta na sua maioria os idosos, mas existe uma percentagem de 20% dos AVCs que ocorre em indivíduos abaixo dos 65 anos. È uma patologia que atinge mais a raça negra, especialmente a faixa etária mais jovem (Sullivam).
Fatores de risco: Os fatores de risco aumentam a probabilidade de ocorrência de um AVC, no entanto, muitos deles podem ser minimizados com tratamento médico ou mudança no estilo de vida. Os principais fatores de risco para a manifestação de um AVC são: a idade, a patologia cardíaca, a diabetes mellitus, aterosclerose (obstrução das artérias ou veias), hereditariedade (filhos de pais que têm pressão alta ou istórico de pais que já tiveram ACV), raça, contraceptivos orais (início ainda jovem de uso de anticoncepcional), antecedentes de Acidentes Isquemicos Transitórios (AIT) ou de AVC, hipertensão arterial, dislipidemia (aumento de gordura na corrente sanguínea), sedentarismo, elevada taxa de colesterol e predisposição genética.
Tipos de ACV: A determinação do tipo de AVC depende do mecanismo que o originou. Sendo assim, existem dois tipos de AVC, que se apresentam como o AVC isquêmico e o AVC hemorrágico, que por sua vez apresentam alguns subtipos. Isquêmico: Lacunar, trombótico, embólico. Hemorrágico: Cerebral (intracerebral), meníngeo (subaracnoide). * O AVC Lacunar é provocado em 20% dos casos de AVCs e é ocasionado por enfartes muito pequenos com menos de 1cm cúbico de tamanho, que ocorrem somente onde arteríolas perfurantes se ramificam diretamente de grandes vasos. É comum o déficit motor puro ou sensitivo puro. As pessoas que apresentarem este tipo de AVC irão apresentar determinados sinais clínicos, de acordo com a artéria cerebral envolvida. As artérias que podem ser afetadas são: artéria cerebral anterior, artéria média, artéria cerebral posterior, artéria carótida interna, artéria basilar, artéria vertebrobasilar. * O AVC trombólico é o mais comum (40% dos AVCs) e é causado pela aterosclerose trombose cerebral. Há o desenvolvimento de um coágulo de sangue ou trombo no interior das artérias cerebrais ou dos seus ramos, o que vai originar enfarto ou isquemia. * O AVC embólico ocorre em 30% dos casos de AVCs e é criado por êmbolos cerebrais. São pequenas porções de materiais como trombos, tecido, gordura, ar, bactérias ou corpos estranhos, que são liberados na corrente sanguínea e que se deslocam até as artérias cerebrais, produzindo oclusão ou enfarto (doenças cardiovasculares). * AVC hemorrágico mais grave – Aumento de pressão intracraniana (pressão dentro do cérebro). Maiores seqüelas: o indivíduo pode ficar de cama pelo resto da vida, andar com dificuldade, falar com dificuldade, etc. Ruptura de vaso sanguíneo: pode haver vazamento de sangue dentro do cérebro. Má formação vascular – aneurismas.
Sinais e sintomas: Perda súbita de força em um lado do corpo ou na face (desvio da boca para um lado); perda repentina de sensibilidade em um lado do corpo (com sensação de formigamento); perda de visão súbita ou visão embaçada; perda de fala ou dificuldade repentina de falar; dor de cabeça súbita, forte, sem nenhuma causa aparente; dificuldade súbita para caminhar (ou peso na perna); coma, convulsão, respiração difícil.
Tratamento: No momento do derrame é medicamentoso podendo ficar até 72h na UTI. Após este período a pessoa ficará mais alguns dias hospitalizada, podendo sair andando com certa dificuldade, ou de cadeira de rodas, ou não andar mais, dependendo do local e grau de intensidade que foi atingida no cérebro, tomar medicamento para hipertensão, para não ter convulsão, anti-trombolítico, etc. Terá de fazer fisioterapia, etc.

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