"O CORAÇÃO ALEGRE É BOM REMÉDIO, MAS O ESPÍRITO ABATIDO FAZ SECAR OS OSSOS. Pv:17.22;

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

CÂNCER DE TESTÍCULO O que os homens devem saber sobre o câncer de testículo

Estatísticas: Estima-se que apareçam em torno de 7.500 novos casos de câncer de testículo a cada ano no Brasil. A incidência de câncer de testículo entre homens brancos quase dobrou nos últimos 40 anos. Câncer de testículo é 4,5 vezes mais comum entre homens brancos do que em homens negros. Cerca de três em cada mil homens americanos desenvolverão câncer de testículo em algum momento durante suas vidas. Este é o câncer mais comum em homens na faixa etária de 15 aos 35 anos de idade, podendo no entanto, ocorrer em homens de qualquer idade. O estádio da doença, na ocasião de sua descoberta e do tratamento realizado, é um importante fator preditivo do prognóstico. Se o câncer de testículo é tratado antes que a doença atinja os nódulos linfáticos a taxa de cura é maior que 98%. Esta alta taxa de sucesso no tratamento demonstra a importância da detecção precoce realizada pelo paciente durante o autoexame.
Fatores de risco: As causas do câncer de testículo não são bem conhecidas. Malformações congênitas, o uso de hormônios, certas doenças como caxumba ou infecção viral e hereditariedade têm sido sugeridos como fatores que podem aumentar os riscos de um homem desenvolver câncer de testículo. Homens com um testículo ausente na bolsa escrotal ou parcialmente “descido” (retrátil) têm um alto risco para desenvolver câncer nesse testículo. O nível socioeconômico pode também ser relacionado ao câncer de testículo. Trabalhadores e profissionais de alto nível têm um alto risco para câncer de testículo em relação a outros grupos de homens.
Diagnóstico precoce: Muitos cânceres de testículo são descobertos pelos próprios homens, acidentalmente ou durante o autoexame de testículos. Esse poderia ser iniciado na adolescência e é tão importante para os homens quanto o autoexame mamário é para as mulheres. Se realizado mensalmente, resultará no diagnóstico precoce de tumores testiculares e pode aumentar as taxas de sobrevida.
Sinais de alerta: O câncer de testículo pode se apresentar com vários sintomas ou pode não ter qualquer sintoma. O primeiro sinal é um leve aumento de um dos testículos. O sinal mais comum de câncer de testículo é o aparecimento de um pequeno nódulo duro não doloroso, do tamanho de uma ervilha, que é frequentemente encontrado na parte anterior ou nas laterais do testículo. Outros sinais como aumento da bolsa escrotal, amolecimento incomum, dor, dificuldades urinárias, aumento de nódulos linfáticos no cordão inguinal, amolecimento da região mamária (ginecomastia), dor imprecisa ou sensação de peso no abdome inferior ou na virilha, devem ser informados ao seu médico imediatamente.
Tratamento: O tratamento dependerá do tipo e estadiamento da doença. Usualmente, a “orquiectomia” ou remoção cirúrgica do testículo afetado é realizada. Em alguns casos, pode servir-se da radioterapia associada à quimioterapia. A remoção cirúrgica de um testículo não causa importância.
Acompanhamento: O seguimento clínico após o tratamento é extremamente importante, especialmente por ocorrer muitas recidivas nos dois primeiros anos após a terapêutica realizada. Ele poderá incluir exames de sangue, radiografias e até tomografias.
Por que os homens demoram a procurar um médico? Homens freqüentemente demoram a procurar a assistência médica em razão dos poucos sintomas iniciais. A constatação de um nódulo pouco doloroso faz que eles acreditem que isso se resolverá naturalmente. No entanto, pode haver queixa de diminuição do apetite sexual, ou infertilidade. Pode haver medo do tratamento, de ter câncer, ou de morrer. Muitos provavelmente procurarão o primeiro atendimento médico para se assegurarem de que o câncer não está presente. Assim, quando o câncer é descoberto, essa detecção precoce leva a uma alta taxa de cura.

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