"O CORAÇÃO ALEGRE É BOM REMÉDIO, MAS O ESPÍRITO ABATIDO FAZ SECAR OS OSSOS. Pv:17.22;

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

MENINGITE


Meningites » Descrição da doença


A meningite é uma doença grave e pode acometer indivíduos de qualquer idade. Pode ser causada por bactérias, vírus, parasitas e fungos. As meningites bacterianas são clinicamente mais graves e tem maior importância em saúde pública  pela sua capacidade de ocasionar surtos e epidemias. As meningites virais (assépticas) podem se expressar por meio de surtos, porém com pouca gravidade.

A Doença Meningocócica foi estudada pela primeira vez por Vieusseux, em Genebra/Suíça, durante um surto ocorrido em 1806. A bactéria responsável pela doença foi identificada e descrita pela primeira vez em 1884 por Marchiafava e Celli na Itália, mas somente em 1887 foi cultivada recebendo a denominação de Neisseria meningitidis por Weichselbaum. Durante o século XIX, as epidemias por esta doença foram freqüentes na Europa. 

O Meningococo apresenta os seguintes sorotipos: A, B, C, X, Y e W135. Os primeiros casos de meningite meningocócica registrados no Brasil datam de 1906. A década de 70 foi marcada pela ocorrência de uma grande epidemia de Doença Meningocócica. N ocasião foi realizada uma campanha de vacinação nacional, utilizadando a vacina antimeningocócica AC. Após este período o sorogrupo A deixou de circular no país e os sorogrupos B e C passaram a ser predominantes.Na década de 90, a meningite por Haemophilus influenzae tipo b (Hib) destacava-se como a segunda causa de meningite bacteriana. Após a implantação da vacina contra Hib no Brasil,  incluída no calendário básico de vacinação da criança a partir de 1999, foi observada redução superior a 90% dos casos de meningite por este agente. 
Título Conteúdo  Meningites » Informações gerais sobre a doença


1. O que é?

A meningite é um processo inflamatório das meninges, membranas que envolvem o cérebro e medula espinhal. 

2. Qual o microrganismo envolvido?

A meningite pode ser causada por diversos agentes  infecciosos, como: bactérias, vírus, fungos dentre outros, e  por agentes não infecciosos.

3. Quais os sintomas?

Os principais sinais e sintomas são: (crianças acima de 1 ano de idade e adultos) febre alta que começa abruptamente, dor de cabeça intensa e contínua, vômito, náuseas, rigidez de nuca e manchas vermelhas na pele (petéquias).

Em crianças menores de um ano de idade, os sintomas referidos acima podem não ser tão evidentes, devendo-se atentar para a presença de moleira tensa ou elevada, irritabilidade,  inquietação com choro agudo e persistente e rigidez corporal com ou sem convulsões.

4. Como se transmite?

A transmissão é de pessoa a pessoa, por via respiratória, por meio de gotículas e secreções do nariz e garganta,  havendo necessidade de contato prolongado e convivência no mesmo ambiente (residentes da mesma casa, colega de dormitório, creche, alojamento).

5. Como tratar?

Após a avaliação médica e análise preliminar de amostras clínicas do paciente, este ficará internado e o tratamento será realizado com antibióticos específicos.

6. Como se prevenir?
A principal forma de prevenção é a detecção e o tratamento precoce dos casos, evitando-se que a doença seja transmitida a outras pessoas.

Existem vacinas para prevenir alguns tipos de meningite, dentre estas, estão disponíveis no calendário básico de vacinação da criança: BCG que previne as formas graves de tuberculose, a vacina contra a meningite por Haemophilus influenza tipo b, pneumocócica 10-valente e a meningocócica conjugada C. 

Outras formas de prevenção incluem: evitar aglomerações, manter os ambientes ventilados e a higiene ambiental. 

Em contatos de casos de Doença Meningocócica e meningite por Haemophilus influenzae está indicada a quimioprofilaxia, preferencialmente em até 48 horas da exposição à fonte de infecção, levando em consideração o tempo de transmissiblidade da doença. 
Título Conteúdo  Meningites » Aspectos epidemiológicos


1. Aspectos epidemiológicos
As meningites bacterianas e virais possuem maior importância epidemiológica pela sua magnitude e capacidade de ocasionar surtos. Entre as meningites bacterianas, a Doença Meningocócica(DM) se destaca como a principal causa,  representando 40% das meningites bacterianas. A DM ocorre mais frequentemente nos menores de 05 anos de idade.  A partir de 2000, observa-se um declínio no número de casos da DM, já no período de 2007 a 2009, observa-se um aumento no número de casos da doença, provavelmente pela melhora do diagnóstico laboratorial. Até o ano de 2005, o sorogrupo B predominava no país, a partir desse ano, ocorre a inversão dos sorogrupos circulantes, passando a prevalecer o sorogrupo C em todas as regiões (exceto na região Sul).


                                                     N° de casos e incidência da Doença Meningocócica. Brasil, 2000 a 2009
Tempo: Ocorre em qualquer período do ano. As meningites bacterianas têm maior incidência nos períodos de inverno e as assépticas no verão.
Pessoa: O grupo etário de maior risco são as crianças menores de 5 anos, mas as crianças menores de 1 ano são mais susceptíveis à doença.
Reservatório: homem
Notificação de casos suspeitos: De acordo com a PORTARIA N° 104, DE 25 DE JANEIRO DE 2011 anexo I  é de notificação compulsória todo caso de Doença Meningocócica e outras meningites. Dessa forma, os profissionais de saúde, bem como, os laboratórios do serviço público e privado são responsáveis pela notificação.

De acordo com a PORTARIA N° 104, DE 25 DE JANEIRO DE 2011 Anexo II, surto ou aglomerados de casos de Doença Meningocócica e Meningite viral são considerados de notificação imediata logo devem ser notificados às Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde (SES e SMS) em, no máximo, 24 (vinte e quatro) horas a partir da suspeita inicial, e às SES e SMS que também deverão informar imediatamente a SVS/MS. A notificação imediata será realizada por telefone como meio de comunicação ao serviço de vigilância epidemiológica da SMS, cabendo a essa instituição disponibilizar e divulgar amplamente o número na rede de serviços de saúde, pública e privada.

Na impossibilidade da comunicação com a SES a notificação será realizada à SVS/MS por um dos seguintes meios:

I - disque notifica (0800-644-6645) ou;
II - notificação eletrônica pelo e-mail (notifica@saude.gov.br) ou diretamente pelo sítio eletrônico da SVS/MS (www.saude.gov. br/ svs).
2. Aspectos clínicos
Sinais e Sintomas: Febre alta de aparecimento súbito; dor de cabeça; vômitos em jato; náuseas; rigidez de nuca. 

Período de incubação: Varia de 2 a 10 dias, média de 3 a 4 dias. 

Transmissibilidade: Varia conforme o agente etiológico. No caso da doença meningocócica, a transmissão persiste até que o meningococo desapareça na nasofaringe, o que ocorre após 24hs de antibioticoterapia. A transmissão é de pessoa a pessoa, por meio das vias respiratórias, por contato direto de gotículas e secreções nasal e da garganta do doente.

Tratamento:  É realizado com antibióticos específicos, em regime hospitalar mais  tratamento de suporte. Diagnóstico diferencial:Doenças febris hemorrágicas, Febre Purpúrica Brasileira e ricketsioses. As meningites assépticas com outras encefalites e meningoencefalites (Febre do Nilo Ocidental).

3. Aspectos laboratoriais
Os exames laboratoriais específicos são a Cultura, Contraimunoeletroforese (CIE), Aglutinação pelo Látex e identificação de genes específicos pela reação em cadeia da polimerase (PCR). A coleta de dados clínicos/epidemiológicos e de espécimes do paciente são imprescindíveis para confirmação do diagnóstico etiológico, particularmente o líquido céfaloraquidiano (líquor) e o sangue (hemocultura). No caso de suspeita de meningite asséptica recomenda-se também a coleta de amostras de fezes.

4. Outras informações de relevância para o agravo 
 
A medida de controle eficaz para evitar casos secundários é a quimioprofilaxia para os contatos íntimos de casos de doença meningocócica e meningite por Haemophilus influenzae. A droga de escolha é a rifampicina devendo ser administrada preferencialmente em até 48 horas da exposição à fonte de infecção. As vacinas são específicas e algumas fazem parte do calendário básico de vacinação da criança. Outras estão indicadas apenas em situações de surto ou para grupos especiais de risco.


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