"O CORAÇÃO ALEGRE É BOM REMÉDIO, MAS O ESPÍRITO ABATIDO FAZ SECAR OS OSSOS. Pv:17.22;

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

LEPTOSPIROSE



1. O que é leptospirose?
É uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Leptospira presente
na urina do rato.
2. Como se pega a leptospirose?
Em situações de enchentes e inundações, a urina dos ratos, presente em esgotos
e bueiros, mistura-se à enxurrada e à lama das enchentes. Qualquer pessoa que
tiver contato com a água ou lama contaminadas poderá se infectar. A Leptospira
penetra no corpo pela pele, principalmente se houver algum ferimento ou
arranhão. Na época de seca, oferecem riscos à saúde humana o contato com
água ou lama de esgoto, lagoas ou rios contaminados e terrenos baldios onde
existem ratos. Portanto, deve -se evitar o contato com esses ambientes.
3. Quais os sintomas?
Os sintomas mais freqüentes são parecidos com os de outras doenças, como a
gripe. Os principais são: febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, principalmente
nas panturrilhas (batata-da-perna), podendo também ocorrer icterícia (coloração
amarelada da pele e das mucosas). Nas formas mais graves são necessários
cuidados especiais, inclusive internação hospitalar.
4. O que fazer ao manifestar esses sintomas?
Se você apresentar febre, dor de cabeça e dores no corpo, alguns dias depois de
ter entrado em contato com as águas de enchente ou esgoto, procure
imediatamente o Centro de Saúde mais próximo. Não se esqueça de contar ao
médico o seu contato com água ou lama de enchente.
Somente o médico é capaz de diagnosticar e tratar corretamente a do ença. A
leptospirose é uma doença curável, e o diagnóstico e o tratamento precoces são a
melhor solução.
5. Quanto tempo demora para a doença aparecer?
Os primeiros sintomas podem aparecer de um a 30 dias depois do contato com a
enchente. Na maior parte dos casos, aparece 7 a 14 dias após o contato.
6. Como é feito o tratamento da leptospirose?
O tratamento é baseado no uso de antibióticos, hidratação e suporte clínico,
orientado sempre por um médico, de acordo com os sintomas apresentados. Os
casos leves podem ser tratados em ambulatório, mas os casos graves precisam
ser internados.
7. Como evitar a doença?
Evite o contato com água ou lama de enchentes e impeça que crianças nadem ou
brinquem em ambientes que possam estar contaminados pela urina dos rato s.
Pessoas que trabalham na limpeza de lamas, entulhos e desentupimento de
esgoto devem usar botas e luvas de borracha (se isto for possível, usar sacos
plásticos duplos amarrados nas mãos e nos pés). Também são necessárias
medidas ligadas ao meio ambiente, tais como o controle de roedores, obras de
saneamento básico (abastecimento de água, lixo e esgoto) e melhorias nas
habitações humanas.
8. E se o contato com água contaminada for inevitável, como proceder?
Neste caso, a única forma de reduzir riscos à saúde é permanecer o menor tempo
possível em contato com essas águas. Se a enchente inundar as residências,
após as águas baixarem será necessário lavar e desinfetar o chão, as paredes, os
objetos caseiros e as roupas atingidas com água sanitária, na proporção de 4
xícaras de café deste produto para um balde de 20 litros de água. Depois,
enxaguar o ambiente e objetos com água limpa. Todo alimento que teve contato
com água contaminada deve ser jogado fora, pois pode transmitir doenças.
Também é importante limpar e desinfetar a caixa d’água com uma solução de
água sanitária, da seguinte forma:
a) Esvazie e lave a caixa d’água, esfregando bem as paredes e o fundo;
b) Após acabar de limpar, adicionar 1 litro de água sanitária para cada 1.000 litros
de água no reservatório;
c) Depois, abra a entrada principal da água e encha a caixa d’água com água
limpa; feche o registro após o enchimento da caixa;
d) Após 30 minutos, abra as torneiras por alguns segundos para que essa água
misturada com água sanitária entre na tubulação;
e) Aguarde uma hora e trinta minutos para que se faça a desinfecção;
f) Abra novamente as torneiras, para drenar toda a água. A água que sai pelas
torneiras pode servir para a limpeza de chão e paredes.
g) Encha novamente a caixa com água limpa.
9. Por quanto tempo a leptospira sobrevive no meio ambiente?
As leptospiras podem sobreviver no ambiente até semanas ou meses,
dependendo das condições do ambiente (temperatura, umidade, lama ou águas
de superfície). Porém, são bactérias sensíveis aos desinfetantes comuns e a
determinadas condições ambientais. Elas são rapidamente mortas por
desinfetantes, como o hipoclorito de sódio, presente na água sanitária, e quando
expostas à luz solar direta.
10. É possível determinar se ás águas de córrego, lagoa ou represa estão
contaminadas por leptospira?
Pode ser que animais infectados, principalmente ratos, tenham acesso a estas
águas, contaminado-as regularmente com leptospiras. Desta forma, é impossível
afirmar que estas águas estejam livres da bactéria. Se coletarmos uma amostra
dessa água para análise, o resultado irá representar apenas aquele momento e
aquele local. O resultado da análise sendo negativo, não significa que toda a área
esteja livre da presença da bactéria. Em caso de dúvida, solicite orientação das
autoridades sanitárias locais indagando sobre a ocorrência de casos humanos da
doença nesses locais. Lembrar que nunca deve ser indicado o uso de
desinfetantes em grandes coleções de água, pois além de não matarem as
bactérias, contaminariam o ambiente e alterariam as condições ecológicas do
local.
11. Se o contato com águas suspeitas já ocorreu, qual o risco da pessoa se
contaminar?
Nesta situação, a contaminação da pessoa dependerá de alguns fatores, como a
concentração de leptospiras na água, o tempo que a pessoa ficou em contato com
a água e a possibilidade ou não da penetração da bactéria no corpo humano,
entre outros fatores. Deve -se ficar atento por alguns dias e, se a pessoa adoecer,
deve procurar o médico o mais breve possível, não esquecendo de relatar ter sido
provavelmente exposto a contrair leptospirose.
12. Quais são as principais medidas para evitar ratos?
·  Manter os alimentos armazenados em vasilhames tampados e à prova de
roedores;
·  Acondicionar o lixo em sacos plásticos em locais elevados do solo,
colocando-o para coleta pouco antes do lixeiro passar;
·  Caso existam animais no domicílio (cães, gatos e outros), retirar e lavar os
vasilhames de alimento do animal todos os dias antes do anoitecer, pois ele
também pode ser contaminado pela urina do rato;
·  Manter limpos e desmatados os terrenos baldios;
·  Jamais jogar lixo à beira de córregos, pois além de atrair roedores, o lixo
dificulta o escoamento das águas, agravando o problema das enchentes;
·  Grama e mato devem ser mantidos roçados, p ara evitar que sirvam de
abrigo para os ratos;
·  Fechar buracos de telhas, paredes e rodapés para evitar o ingresso dos
ratos para dentro de sua casa;
·  Manter as caixas d’água, ralos e vasos sanitários fechados com tampas
pesadas;
·  Lembre-se: uma vez instalados num determinado local, os ratos começam
a se reproduzir, multiplicando-se rapidamente, o que dificulta o seu controle
e aumenta o risco de transmitir doenças.
13. Porque o controle de roedores é importante para se diminuir o número de
casos de leptospirose?
Porque os ratos são os principais transmissores da doença para o homem.
Eliminam as leptospiras pela sua urina, contaminando o ambiente - água, solo e
alimentos. Nas cidades, a aglomeração humana associada à alta infestação de
ratos (principalment e ratazanas) e à grande quantidade de lixo tornam maior o
risco de se pegar leptospirose. Controlar a população de ratos é a melhor forma
de combater a doença. O controle de roedores deve ser feito o ano inteiro para
que se obtenha resultados satisfatórios na diminuição de sua população.
14. Outros animais podem pegar a doença? Não há risco de transmissão
para o homem por estes animais?
Outros animais são sensíveis à leptospira e podem se infectar, ficarem doentes e
até mesmo morrer de leptospirose. Bois , porcos, cães, cavalos e cabras, dentre
outros, podem sofrer a doença e também transmiti-la ao homem, porém em menor
escala do que os ratos.
15. Se os animais domésticos também podem transmitir a doença, o que
fazer para evitar a contaminação por esta forma?
Os animais domésticos quando são infectados, eliminam a bactéria através da
urina assim como acontece com os ratos; portanto, deve-se tomar especiais
cuidados, evitando-se o contato direto ou indireto com suas excretas
(principalmente a urina, no cas o da leptospirose).
Os locais onde os animais permanecem e urinam devem ser higienizados
diariamente, utilizando-se luvas e botas para proteção das mãos e pés, evitando o
contato com a urina desses animais.
16. Quais são os sintomas da leptospirose nos cães?
Os cães podem se infectar e eliminar a bactéria pela urina, mas nem sempre
manifestam sintomas da doença. Estes variam desde falta de apetite, fraqueza,
febre, vômitos, diarréia a icterícia e hemorragias, podendo levar o animal à morte.
Portanto, sempre que o cão adoecer, deve-se procurar assistência veterinária.
17. Qualquer pessoa pode ter a doença?
Sim, qualquer pessoa pode pegar leptospirose. Tem-se observado que a maior
freqüência de casos acontece em indivíduos do sexo masculino, na faixa de 20 a
35 anos, provavelmente pela maior exposição a situações de risco, quer seja em
casa, quer seja no trabalho.
18. Uma pessoa com leptospirose transmite a doença para outra pessoa?
Não, a leptospirose não é contagiosa. Não há transmissão de uma pessoa para
outra. É transmitida entre os animais e dos animais para o homem, sempre pelo
contato da urina do animal com a pele do homem.
19. Existe o risco da pessoa contrair leptospirose bebendo líquido em
latinhas de refrigerantes, sucos, cerveja ou água?
Apesar da transmissão ocorrer principalmente pela penetração da leptospira
através da pele ou mucosas, já foi descrita pela ingestão de água ou alimentos
contaminados com a urina de ratos, ainda que raramente. Se for ingerida, a
leptospira morre ao entrar em contato com o suco gástrico. A possibilidade da
pessoa se infectar bebendo em latinhas contaminadas com a urina de ratos é
teoricamente possível, se houver uma ferida na boca, que possa permitir a entrada
da leptospira no organismo pela circulação sangüínea. Apesar desse risco teórico,
até o momento não foram comprovados casos de transmissão de leptospirose por
latinhas de cerveja, refrigerantes ou outras bebidas envasadas. De qualquer
modo, é essencial que se lave bem com água limpa qualquer latinha ou recipiente
antes de ser levado à boca, para não se correr o risco de contaminação por algum
tipo de bactéria. Este hábito de higienização não deve isentar os comerciantes de
verificarem as condições de armazenamento de seus estoques, das condições de
acondicionamento de seu lixo e de manter implantado um sistema de controle de
roedores em todas suas instalações.
20. Existe vacina contra a leptospirose?
No Brasil não existe nenhuma vacina contra a leptospirose para seres humanos.
Existem vacinas somente para uso em animais, como cães, bovinos e suínos.
Esses animais devem ser vacinados todos os anos para ficarem livres do risco de
contrair a doença e diminuir o risco de transmiti-la ao homem.
21. Qual é o papel do Ministério da Saúde no controle da leptospirose?
O Ministério da Saúde, por intermédio da Secretaria de Vigilância em Saúde/SVS,
elabora normas, coordena, assessora e supervisiona as ações de vigilância e
controle da doença, que são desenvolvidas em todo o país pelas secretarias
estaduais e municipais de saúde. Para desenvolver este papel, a SVS elabora e
distribui material técnico e educativo, e capacita técnicos de estados e municípios
para executarem ações de forma mais efetiva. A SVS também estuda os dados da
doença registrados em todo o país, e se mantém vigilante para a ocorrência de
casos e surtos de leptospirose, a todo momento.
22. O que os municípios devem fazer para prevenir a ocorrência da
leptospirose na população?
Os municípios devem implementar ações integradas com os setores de Obra s,
Saneamento, Agricultura, Habitação e Educação, de forma a reduzir ou eliminar as
condições para a proliferação dos roedores. Além disso, as secretarias estaduais
e municipais de saúde são responsáveis pelo atendimento e tratamento de
doentes e pela vigilância de casos de leptospirose em humanos, bem como pelo
controle de roedores em vias e logradouros públicos e áreas onde a leptospirose
ocorre.
23. O que a população deve fazer para ajudar a prevenir a ocorrência da
leptospirose?
A população tem a sua parcela de responsabilidade na prevenção da doença. Ela
pode e deve procurar manter o ambiente impróprio para a instalação de roedores,
conforme já foi descrito, e utilizar-se de medidas de proteção individual, quando se
expuser a situações de risco.
24. Onde podem ser obtidas mais informações sobre a leptospirose?
Procure a Secretaria Estadual de Saúde, o Centro de Controle de Zoonoses ou a
Secretaria Municipal de Saúde de sua cidade.

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