"O CORAÇÃO ALEGRE É BOM REMÉDIO, MAS O ESPÍRITO ABATIDO FAZ SECAR OS OSSOS. Pv:17.22;

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

QUAL A DIFERENÇA ENTRE INTOLERÂNCIA À LACTOSE E ALERGIA

Foto: Hero Images/CorbisFoto: Hero Images/Corbis
Você já deve ter ouvido falar em alguém que tem alergia ou intolerância à lactose. Mas sabe a diferença? A intolerância ao leite é quando existe uma carência da enzima lactase, responsável por digerir o açúcar lactose, presente no leite. Já a alergia ocorre quando os anticorpos identificam a proteína do leite como um corpo estranho que precisa ser combatido, o que desencadeia uma série de reações alérgicas por todo o corpo. Na intolerância, as reações estão restritas ao sistema digestório, com gases, dores abdominais, diarreia e vômito.
Quem nos explica a diferença é Serly Francine Mergulhão Casella, médica e clínica geral daUnidade Básica de Saúde (UBS) 317 de Samambaia, no Distrito Federal. “O mal estar da intolerância é momentâneo, quando passar o efeito volta tudo ao normal. Alergia não. Quando é desencadeado um processo alérgico a reação é no corpo todo. Os anticorpos se voltam contra aquela substância e pode até inflamar a glote, fechá-la e a pessoa morrer”, explica Serly. A médica ressalta que a alergia é bem mais perigosa que a intolerância.
A alergia ao leite normalmente aparece quando a pessoa ainda é criança e pode ser desencadeada a partir da ingestão de leite industrializado como complemento nos primeiros meses de vida ou mesmo por uma questão hereditária. Foi o que aconteceu com os dois sobrinhos-netos da nutricionista Vanderli Marchiori. A mãe deles também é alérgica e os dois receberem complemento de leite. “Eles tiveram ainda criança e não foram diagnosticados. Sofreram bastante. Caso comessem qualquer coisa que tivesse leite, tinham diarreia líquida, muita dor, ficavam com a barriga inchada e com sangue nas fezes”, descreve.
Aos 20 anos, o publicitário Lucas Lobato descobriu que tinha intolerância à lactose – o açúcar do leite. Ele afirma que os sintomas começaram “do nada”, que até então sempre se alimentava com leite e derivados. “Não sabia o que era. Fiz vários exames e não dava nada. Até o médico pedir para fazer o teste da intolerância à lactose e deu positivo. Ele disse que as pessoas desenvolvem isso ao decorrer do tempo”, comenta Lucas Lobato.
O gastroenterologista do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), Ângelo Zambam de Mattos, afirma ser comum as pessoas irem perdendo a capacidade de produzir a enzima lactase. “Nós seres humanos fomos programados para consumir leite na infância, como os animais. É muito frequente que uma parcela da população vá perdendo a enzima que digere o leite, causando essa dificuldade na digestão”, completa.
Ângelo ressalta que a pessoa diagnosticada com intolerância à lactose ou alergia ao leite deve procurar um especialista e substituir o alimento para não perder alguns nutrientes. “Quando a pessoa não consome leite tem que ficar atenta caso precise repor vitamina D e cálcio para não desenvolver uma osteoporose no futuro”, conta o médico.
Hoje com 25 anos, o publicitário Lucas Lobato se diz completamente adaptado e acostumado. “Nos primeiros meses fui me virando, tendo que cortar os alimentos com leite, mas não dava muito certo porque perdi muito peso. Não soube substituir, acabei cortando tudo e emagreci muito. Foi quando fui a uma nutricionista. Ela adaptou minha dieta para que não ficasse sem vitaminas e então consegui engordar novamente”, narra Lucas.

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